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CATÓLICA
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Pe.
José Busato
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SÃO TEÓFANO
VENARD
O santo de hoje agradava
Santa Terezinha do Menino Jesus: padre Teófano
Venard. É comemorado por ter sido martirizado na
China em 1852. O seu martírio, suportado junto
com 25 companheiros, é um dos piores da história
dos missionários católicos. Os chineses
usaram o método chamado lang-tri, que consistia
numa tortura lenta, mas tremendamente dolorosa. Preso
e fechado numa gaiola, Teófano foi levado até
Hanói, de onde escreveu a sua última carta
aos parentes. Nessa lemos: Com o bispo e outros
padres fomos colocados numa cela tão estreita que
só dava para ficar de pé e mal conseguíamos
respirar. Não havia luz, nem ar e, isso, por dias
seguidos.
A Indochina de dois séculos atrás era terra
de missão, onde missionários espanhóis
e franceses se esforçavam para evangelizar. Assim,
Vietnã e China iniciavam seu processo de conversão.
Mas houve um levante de paganismo feroz que aterrorizou
todos os fiéis e abriu a era dos mártires.
Tudo aconteceu como nos primeiros séculos do cristianismo,
pois os perseguidores começavam atacando os bispos
e os padres; em seguida matavam os líderes religiosos
e finalmente os fiéis. Por volta do ano de 1850
o demônio se soltou e fez morrer com os tormentos
mais atrozes as vítimas inocentes. A liberdade
religiosa é uma conquista muito lenta, e precisávamos
do Papa João Paulo II para fazer ressoar no mundo
inteiro os ideais que os regimes totalitários sempre
desprezaram, para sua própria vergonha e condenação.
Teófano Venard era um jovem francês muito
inteligente, querido pelos seus familiares que o tinham
criado com sentimentos fortíssimos. A separação
dos seus, em particular da sua irmã Melânia,
custou lágrimas de sangue. Mas saiu de casa e se
tornou missionário das Missões Estrangeiras
de Paris porque o amor de Cristo era superior. Suas cartas
eram conhecidas até nos conventos de clausura,
e uma das suas simpatizantes mais nobres foi justamente
Santa Terezinha do Menino Jesus.
Chegado Hong-Kong, porta da China, Teófano se dedicou
ao estudo da língua durante um ano e meio e depois
se meteu na pastoral como zelo sem limites. Para atingir
a classe alta, traduziu os Atos dos Apóstolos e
as Epístolas em língua chinesa, apesar da
hostilidade que encontrava e da saúde sempre precária,
nessa parte da China chamada Tonkin.
Lendo as Atas dos martírios desses santos missionários,
muitos dos quais já foram canonizados, como os
espanhóis Jerônimo, Valentim e Pedro, se
não existisse o demônio, deveríamos
imaginá-lo como uma fera vestida de homem. O bispo
José Ganjúrio, que foi decapitado junto
com Teófano Venard, pouco antes do martírio
escreveu: Entrei na cadeia, sem livros, sem roupa,
sem nada e continuamente torturado, mas estou tranqüilo
e feliz por ver-me considerado digno de sofrer por causa
de Cristo. Tomara que os católicos brasileiros
tenham um pouco mais de consideração pela
sua fé, pregada com tantos sacrifícios e
testemunhada com tão horrorosos martírios
também no resto do mundo!
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catecismo
da igreja
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Pe.
José Busato
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A DOUTRINA SOCIAL DA
IGREJA
Desenvolvida no século
XIX, a doutrina social da Igreja foi ao encontro da sociedade
industrial moderna, para dar sentido cristão às
novas estruturas criadas para a produção
dos bens de consumo. Era necessário que a Igreja
se pronunciasse diante das novas formas de trabalho e
de propriedade, em matéria econômica e social,
para não trair o sentido da Tradição
viva e ativa. Nada de novo debaixo do sol, diz a Bíblia,
e a Igreja sempre interpretou os acontecimentos da história
à luz da palavra de Deus e da assistência
do Espírito Santo. Os homens de boa vontade puderam
se inspirar nos princípios de reflexão da
Igreja que orientou a ação apresentando
critérios de juízo.
Em primeiro lugar a Igreja impediu a idéia de libertinagem
determinada pelos fatores econômicos, declarando-a
contrária à natureza da pessoa humana e
dos seus atos. Se uma teoria faz do lucro a regra exclusiva
e o fim último da atividade econômica, não
só é humanamente errada, mas é também
moralmente inaceitável. Um sistema que sacrifica
os direitos fundamentais da família, dos grupos
e das pessoas, massacrando com a desconfiança e
perseguindo com controles estatais ditatoriais e insuportáveis,
é contrário aos direitos do homem. É
uma prática que faz voltar as pessoas à
escravatura, mesmo que os regimes políticos se
amparem debaixo da palavra bonita de democracia.
Por baixo de tal sistema está a idolatria do dinheiro,
procurado com todos os meios, a base de sacrifícios
próprios dos escravos. Hoje, os novos escravos
seriam os empresários se fosse o Estado a persegui-los
atuando deste jeito, mas poderiam ser os próprios
operários quando fossem sacrificados por empresários.
A Igreja sempre rejeitou as ideologias totalitárias
e atéias, associadas aos sistemas conhecidos como
comunismo, socialismo e capitalismo. O planejamento centralizado
da economia perverte na base os vínculos sociais,
pois se regula unicamente pela lei do mercado. Mas, quem
não sabe quantas são as necessidades humanas
que não podem ser atendidas pelo mercado! Precisa,
portanto, regulamentar as iniciativas econômicas
de acordo com uma justa hierarquia de valores e em vista
do bem comum. Toda atividade econômica tem um encargo
social, pois está a serviço da pessoa, do
homem em sua totalidade e de toda a comunidade humana.
Que adiantaria cuidar bem do gado, quando se deixasse
morrer às minguas os vaqueiros? Deus não
criou o homem para que morresse trabalhando, mas para
que trabalhasse vivendo. O trabalho humano é um
dever, é uma cruz, é um meio de santificação;
mas é para satisfação do próprio
homem, autor e destinatário do seu trabalho. Cada
um deve tirar do trabalho os meios para sustentar-se,
a si e aos seus, bem como para prestar serviços
á comunidade humana.
josebusato@jdia.com.br
Fundação
Padre Pio: Missa diária de segunda a segunda, às
18 horas. De domingo, também às 09 da manhã.
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