Edição 2.765 - Ano XVIII - Fundadores: Otaciano Pereira e Irene Pereira -

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DIA-DIA

VELHO PROBLEMA
Av. Turíbio Guimarães foi uma das mais afetadas com a chuva

Chuva gera reclamação
de moradores do Cidade Nova

Odair Vales



TURÍBIO GUIMARÃES
| Foi uma das mais afetadas com a forte chuva. A tendência é que a situação piore


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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As seis horas de chuva que caiu ontem deixou muitos bairros de Macapá debaixo de lama e alagados. Um deles foi o Cidade Nova, onde as ruas mal estruturadas e sem infra-estrutura ficaram sem condições de tráfego.
A avenida Turíbio Guimarães, que corta os bairros Perpétuo Socorro e Cidade Nova, foi uma das mais afetadas com a chuva. “Essa rua aqui é complicada, tanto no período de chuva quanto no verão. Trabalho em uma empresa nacional, e sou responsável pelo abastecimento dos comércios aqui desse bairro. Sem exageros, toda semana um caminhão da empresa quebra aqui devido a buraqueira e ao lamaçal. Para os carros, motos e bicicletas passarem por aqui precisam fazer verdadeiros malabarismos”, desabafou um agente de vendas que preferiu não ser identificado.
A maior preocupação dos moradores é que, com a chegada do final do ano, vêm também as chuvas típicas da região, e como as ruas do bairro não são asfaltadas e nem oferecem infra-estrutura descente, então a situação tende a piorar nos próximos meses para os moradores. “Todo ano é assim. Esse bairro aqui padece de asfaltamento e a administração pública não faz nada para melhorar a vida do munícipe”, atacou a dona de casa Raimunda Fonseca.
A situação se torna mais grave quando a sujeira característica das ruas do bairro oferecem aos moradores altos riscos de doenças. “Nossos filhos crescem sem ter locais de lazer. Quando não estão pegando poeira, estão na lama devido as chuvas. Ratos e outros animais nocivos à saúde brincam de pira aqui. Precisamos que a administração pública nos apresente soluções para nossos problemas, caso contrário, estaremos entregues à própria sorte”, concluiu um outro morador.

Acidente com fio telefônico gera indenização a vendedor autônomo

Odair Vales





DESEMBARGADOR
| Edinardo Souza, relator da apelação


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ERICK RIBEIRO
DA REPORTAGEM

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A Câmara Única do Tribunal de Justiça, por unanimidade, negou provimento à apelação cível interposta por João de Deus Lima de Araújo contra sentença do juízo da 3ª Vara Cível e de Fazenda Pública da Comarca de Macapá nos autos da ação de reparação de danos materiais e morais movida contra a Telemar.
Os desembargadores mantiveram a decisão proferida na esfera de primeiro grau que condenou a empresa telefônica a pagar ao apelante R$ 6.500,00 a título de damos morais e cerca de R$ 700,00 como ressarcimento de danos materiais, configurados nas despesas médicas.
Vendedor autônomo, João de Deus Lima de Araújo, sofreu acidente, em abril de 2004, quando, conduzindo sua motocicleta, enroscou-se em fio telefônico da empresa TELEMAR, que havia se desprendido do poste e estava com uma das pontas caído sobre a rua Ana Nery. O fio prendeu o autônomo pelo pescoço, enforcando-o, fazendo-o cair da moto e arrastando-o por cerca de 20 metros.
O relator da apelação, desembargador Edinardo Souza, afastou as alegações do apelante que pleiteava também indenização por dano estético e ressarcimento por lucro cessante e reciprocidade na sucumbência. No primeiro ítem, porque, apesar do Código Civil permitir a cumulação de danos morais com danos estéticos, quando derivados do mesmo fato, no “caso concreto percebe-se que na fixação do dano moral o juízo singular levou em conta também o prejuízo estético suportado pelo a apelante”.
Quanto ao lucro cessante, o magistrado sustenta, em seu voto, que não houve comprovação da incapacidade para o trabalho durante trinta dias, como alegado na inicial, nem tampouco foi comprovado a renda mensal do apelante.
Por fim, o magistrado entendeu que houve sucumbência recíproca, ou seja, nenhuma das partes obteve plenamente o que pleiteava, devendo cada uma, arcar proporcionalmente com os respectivos ônus. Assim, caberá a TELEMAR 70% das custas processuais e 12% de honorários advocatícios sobre o valor atualizado da condenação, enquanto João Araújo bancará 30% das custas e 7 % do valor da condenação.
A sessão foi presidida pelo Desembargador Dôglas Ramos e contou com a participação dos Desembargadores Honildo Mello Castro, Mário Gurtyev, Gilberto Pinheiro, Carmo Antônio e Edinardo Souza.

INSS realiza recadastramento
de beneficiários em todo país

Odair Vales



SOCORRO COSTA | Caso o segurado não compareça terá seu benefício cortado para que ele compareça ao INSS


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IVANE RAMOS
DA REPORTAGEM

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O INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social) estará realizando novo recadastramento de aposentados e pensionistas que está iniciando neste mês, devendo prosseguir até fevereiro de 2007, com o objetivo de atualizar seu sistema de dados dos beneficiários e a identificação de eventuais fraudes. O serviço foi cancelado anteriormente em virtude da formação de filas que dificultavam o recebimento do atendimento por parte de idosos, aposentados e pensionistas que chegaram a passar mal. Quem não atualizar o cadastro poderá ter seu benefício cancelado.
Para facilitar o atendimento e qualquer imprevisto, o serviço será de responsabilidade do banco pagador do benefício, que deverão cadastrar os beneficiários. Em outubro, notificações foram encaminhadas aos pensionistas e aposentados informando sobre data e período que deverá ser cumprido. “As pessoas recebem seu benefício e a notificação que informa que num período de 30 dias ela deverá retornar para fazer o recadastramento”, informa Socorro Costa, gerente executiva do INSS/AP.

DOCUMENTOS
Para tanto, serão exigidos dos beneficiários o documento de identificação e o Cadastro da Pessoa Física (CPF). Serão aceitos como documento de identificação: carteira de identidade, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), carteira profissional, passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou registro de conselho profissional. O beneficiário, facultativamente, também poderá apresentar documentos complementares: comprovante de residência, número de identificação do trabalhador (NIT) e título de eleitor. Caso não seja possível o comparecimento pessoal, o beneficiário deverá nomear procurador ou representante legal para a apresentação dos mencionados documentos.
Se o beneficiário não fizer o recadastramento, terá efetivada a suspensão do serviço, devido ao registro do não-atendimento à notificação do recadastramento. “Estaremos dando um prazo de 90 dias após o fim do prazo, que termina em fevereiro de 2007, para que o segurado procure a agência bancária para regularizar sua condição”, explicou.
Depois de realizar o serviço, as agências bancárias deverão repassar um relatório ao INSS sobre os segurados que não compareceram para fazer o recadastramento. “Penso que, caso o segurado não compareça terá seu benefício cortado para que ele compareça ao INSS para a regularização do seu cadastro”, explicou a gerente.

Seminário para comunidades
indígenas no auditório da Fortaleza

Com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura (Fundecap), no período de 07 a 10 de novembro, o Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena (Iepé) realizará no auditório da Fortaleza de São José de Macapá, o II Seminário Regional do Iepé: Experiências Indígenas em Gestão e Pesquisa de Patrimônios Culturais no Amapá e Norte do Pará.
O seminário visa propiciar aos representantes de todas as comunidades indígenas da região, uma troca de experiências a respeito de atividade de gestão e de pesquisa de seus patrimônios culturais, que vêm sendo desenvolvidas com apoio de várias instituições, governamentais e não-governamentais. Já está confirmada a presença de 25 representantes das seguintes comunidades: Karipuna, Galibi-Kalina, Galibi-Marworno, Palikur, ambos da região Uaça e Oiapoque; os das etnias Wayana, Aparai, Tiriyó e Katxuyan, das terras indígenas Paru de leste e Parque do Tumucumaque e ainda os Wajâpi, da região do Amapari. Todos irão apresentar e debater ações de inventário, valorização e difusão de conhecimentos tradicionais, assim como suas respectivas demandas e experiências de gestão para a proteção desse patrimônio.
Nos três primeiro dias, participarão apenas os representantes das etnias mencionadas acima. No último dia, os relatores indígenas e organizadores do evento irão apresentar os resultados do seminário para agentes governamentais e não governamentais.
A atividade também conta com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional e Funai através do Museu do Índio. Mais informações 3212 5118.

Instituto lança programa de
preservação da Lagoa dos Índios

Odair Vales



ALUNOS | Da Escola Socorro Smith serão envolvidos
no projeto de preservação do meio ambiente


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JANDERSON CANTANHEDE
DA REPORTAGEM

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O Instituto Ecológico Amigos Em Ação lançará na próxima terça-feira (8), um amplo programa de preservação da Lagoa dos Índios, considerada um dos ecossistemas mais importantes da área urbana de Macapá.
O projeto envolve órgãos públicos, empresas e até mesmo estudantes. Ontem, o presidente da entidade, Almeida Júnior, esteve palestrando para os alunos do ensino fundamental da Escola Estadual Socorro Smith, no bairro Cabralzinho.
O diretor da escola, Orlando Júnior, destacou a importância de trabalhar junto aos alunos o tema meio ambiente e preservação. “Vamos envolver toda a classe estudantil da escola. Os alunos de 5ª e 6ª séries vão trabalhar atividades de recreação com temas ecológicos, os alunos da 7ª série vão assistir vídeos abordando temas sobre o assunto, e os da 8ª série vão assistir palestras sobre a importância de se preservar”, explicou.
A idéia de firmar parceria com o Instituto Amigos Em Ação surgiu da iniciativa de um grupo de professores da própria escola em trabalhar projetos ecológicos, o que acabou chamando a atenção da direção de Almeida Júnior. “É muito importante estreitarmos essa ligação, envolvendo os alunos para que tomem consciência de que cada um de nós é responsável pelo meio ambiente”, argumentou Olando.
Hoje, o Instituto estará denunciando a falta de políticas públicas voltadas para as comunidades do entorno da Lagoa. “Na ausência do poder público as necessidades humanas afligem tragicamente o patrimônio natural”, afirma o ambientalista Almeida Júnior.
Amanhã e terça-feira acontece uma discussão no auditório da Fama (Faculdade de Macapá) envolvendo a comunidade acadêmica e órgãos públicos.

Rádioamadores do Amapá comemoram data com stand na Praça da Bandeira

Em comemoração ao Dia do Rádioamador, comemorado em 5 de novembro, foi realizado um evento na Praça da Bandeira, agregando os amantes dessa atividade. Um stand exibindo vários equipamentos de rádio transmissão foi montado no local. Outros estados do Brasil que lidam com o radioamadorismo participaram do evento numa pequena amostra da transmissão feita naquele local. Uma antena de doze metros foi ligada ao serviço de operação rádio packet, que via computador será lincado ao rádio, fornecendo assim informações e contatos com as estações de todo o país.
Além da exposição de equipamentos, foram exibidos os carros que participarão de uma turnê pelo Caribe, Venezuela e outros países fronteiriços ao Brasil. “O objetivo é conhecer nossos países vizinhos. Mais uma prova de que o rádioamador ultrapassa qualquer obstáculo para manter contato direto com os rádios operadores que fazem parte da turnê, recebendo assim informações sobre esses países num período de 24 horas”, disse Aracy Neto, representante da classe.
O evento ficou interligado com os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Ceará e o Pará, através do rádioamador Mário Trindade, que transmite o evento direto de Santarém. No Amapá, existem aproximadamente 50 participantes licenciados e com prefixo, associados a Labre (Liga Amadora Brasileira de Rádio Emissão). “Todo início de ano temos uma prova para certificar nossos conhecimentos sobre o assunto. Agora, com o crescimento do rádio amador no Amapá esperamos que o número de candidatos para essa prova aumente, se estendendo quem sabe a 70, 80 rádio amadores, fortalecendo nosso objetivo que é o de crescer mais até porque somos uma família”, acrescentou Neto.
Há previsão de que a Labre/AP seja criada até o final do ano, já que por sua inexistência no Estado, os desportistas tem que fazer provas, obter licenças e indicativos com a participação da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) que manda as informações para o Pará para que a licença para o uso do rádio seja liberada.
Na equipe amapaense, tem gente de todos os seguimentos, desde pedreiro até advogado, médico. “A maioria começa utilizando PX, que é a faixa cidadão mais simples de tirar um indicativo. Qualquer pessoa pode ir a Anatel e mediante o pagamento de uma taxa se tornar um operador da faixa cidadão. É a faixa que se fala com o Rio de Janeiro ou São Paulo com a maior facilidade”.

Atividades
Uma das atividades em que se destaca o radioamadorismo é a de filantropo. Por não ter fins lucrativos e ser aberto a qualquer cidadão, o rádio amador pode estar em todo lugar. “Nossa atuação é ajudar as Forças Armadas, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros. Atuamos até em campanhas do Estado ou do Município, como, por exemplo, fazendo contatos entre um acidente e o socorro, auxiliando em campanhas de vacinação. Nossa última tarefa foi feita no Hospital Geral onde instalamos uma central que dava apoio a todos os postos de saúde da capital através de viaturas com rádio amador”, finalizou.
O taxista Cristóvão Gama, vinculado à área desde 1991, vê o aumento dos amadores como incentivo para a continuação e crescimento da atividade. “Estamos na luta sempre prestando serviço para o governo e entidades filantrópicas. Quero parabenizar todos os ativos e inativos pelo nosso dia”, comemorou.(Ivane Ramos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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