Edição 2.765 - Ano XVIII - Fundadores: Otaciano Pereira e Irene Pereira -

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ECONÔMIA
COBRANÇA
Entidade envia carta aberta a Lula cobrando providências

Empresários pedem que presidente Lula “fale” o que sabe

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PNBE
| Desconhecimento de Lula de de fatos tão gritantes
é impossível de esconder


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Folha Online

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A entidade empresarial PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais) divulgou ontem uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva onde cobra providências sobre a crise e pede a ele que “fale” o que sabe das denúncias de corrupção. “Temos a certeza de que V. Ex.ª, ainda que negue, possui o conhecimento privilegiado de um comandante”, afirma a PNBE, na carta assinada pelos coordenadores Percival Maricato e Lívio Giosa.
A carta foi enviada ao Planalto no dia 29 e encaminhada ontem ao Senado e à Câmara dos Deputados.
Na carta, os dois coordenadores da PNBE afirmam que as afirmações do presidente Lula “do mais absoluto desconhecimento de fatos tão gritantes e impossíveis de esconder aumentam a perplexidade e a dúvida desse povo” e que esse mesmo “povo” pede que Lula “devolva a esperança”.
Os dois representantes da entidade ainda escrevem: “temos a mais absoluta certeza de que Vossa Excelência possui a informação crítica e essencial para não somente revelar as linhas mestras e as motivações que levaram a essa gravíssima situação, como também para indicar os caminhos para a solução dessas fraquezas” e fazem um apelo final a Lula: “convencidos de tudo isso, pedimos-lhe que fale, Sr. Presidente”.
O PNBE é uma entidade que congrega pequenos e médios empresários, considerada mais “progressista” na comparação com as demais entidades de classe da iniciativa privada.

Congresso derruba vetos do
governo a aumento de servidores

O Congresso Nacional derrubou os vetos presidenciais aos projetos de lei que autorizam o reajuste de 15% dos servidores da Câmara e do Senado. Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros, PMDB-AL), os projetos foram mantidos por 61 votos de senadores e recebeu 7 votos contra. Na Câmara, foram 370 votos a favor dos projetos e 59 contra.
O quórum da votação foi considerado alto: votaram 71 senadores e 439 deputados, quando seriam necessários 41 votos dos primeiros e 257 dos demais, respectivamente, para derrubar os votos.
Vetos presidenciais dificilmente são derrubados pelo Congresso Nacional. No ano passado, deputados e senadores votaram 89 vetos, incluindo alguns assinados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Antes dessa, a última sessão para a análise de vetos ocorreu em agosto de 2000.
POLÊMICA
Em maio, houve polêmica nas duas Casas quando o Planalto vetou os aumentos aos servidores. Na época, Calheiros afirmou que havia um acordo com o Executivo e as mesas diretoras da Câmara e do Senado. “Eu só não entendo como essas coisas acontecem.”, disse.
O acordo definia que o aumento dado aos funcionários do Executivo no ano passado seria repassado, em parte, ao Legislativo. ( Folha Online )

Presidente da CNI diz
que crescimento foi positivo

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, disse ontem que o crescimento de 3,4% do PIB (Produto Interno Bruto) e a expansão de 4,4% da indústria no primeiro semestre do ano em relação a igual período de 2004 são extremamente “positivos e auspiciosos”.
Segundo ele, o bom resultado confirma as avaliações feitas anteriormente pela CNI. “Os dados nos autorizam a manter a previsão de que o crescimento do PIB será superior a 3% e o desempenho da indústria poderá ficar próximo a 5% neste ano”, avaliou Monteiro Neto, ao comentar os dados da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O economista Flávio Castelo Branco, coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, afirmou que os números do IBGE mostram que, embora em ritmo menor do que o de 2004, a economia brasileira retomou o crescimento no segundo trimestre do ano. Na avaliação de Castelo Branco, a recuperação dos investimentos indica que, daqui para frente, o país deve ter um período mais estável de crescimento. “A economia está reagindo positivamente”, afirmou o economista.

fato & fatos

PROPOSTAS DE EMENDAS
Não houve interesse por parte de entidades classistas, associações, sindicatos e Ongs, em apresentar sugestões ou propostas de emendas para a Constituição do Estado do Amapá. Não se sabe pelo ceticismo de que não basta existir a lei, é preciso que seja fiscalizada e cumprida ou por absoluto desinteresse. No penúltimo dia do prazo final, 30.08, O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Amapá (Cedimap) e a Diocese de Macapá, entregaram as propostas ao Relator da Comissão de Reformas da Constituição Estadual, deputado Randolfe Rodrigues (PT).

REGISTRAR PARA EXIGIR
A presidente do Cedimap, Sandra Maria de Matos Cardoso, após a entrega das propostas, ao relator da Comissão, fez questão de deixar bem claro que queria fazer uma foto com o deputado, como forma de comprovante que fez a parte do Conselho. As propostas de emendas tiveram como base o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, aprovado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres e pela Presidência da República.

A MULHER QUER VEZ
Queixa-se Sandra Cardoso, que na Constituição anterior, não havia normas que sedimentassem as novas aspirações sociais, políticas e econômicas, que contemplassem a mulher, proporcionando e garantindo a elas melhor interação na sociedade do séc. XXI. É inegável a participação efetiva da mulher em todas as áreas de atuação profissional, política e esportivas. Então direitos e deveres serão iguais. A mulher deixa de ser aquele sexo frágil para ser mais ativo e participativo.

OS MILITARES INCLUÍDOS
O Cedimap pretende alterar o Art. 67 da Constituição Estadual, que trata dos servidores públicos militares, com o texto: O Comandante Geral da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, será o oficial do último posto dos quadros combatentes. Sugere ainda a garantia de estabilidades aos praças, com cinco anos de efetivos serviços prestados à Corporação.

SE É LEX, DURA LEX
Fala-se tanto em facilitação de transportes e locomoção dos deficientes físicos, ou portadores de ajuda especiais, com destaque para os deficientes visual e auditivo, mas o que se observa nesta cidade é um total e absoluto descaso sobre esses direitos e deveres do poder público. A rua, além de esburacadas, não existe nem projeto que facilite a locomoção nem dos cadeirantes (que trafegam em cadeiras de rodas) nem dos surdos, principalmente nas travessias de vias pública.

CONSTRUÇÃO DE CALÇADAS
Uma lei municipal, de autoria do então vereador Eury Farias, reduzia o imposto predial territorial e urbano (IPTU). O abatimento seria o valor investido na construção de calçadas, desde que o proprietário apresentasse notas com os valores do material utilizado na obra. Mas nenhuma coisa nem outra funcionam. Nem a construção de calçadas, nem o abatimento no IPTU. O que se vê, nas áreas residenciais, são as calçadas, dando lugar a jardins.

GARANTIAS DE PAPEL
A proposta pretende incluir no Art. 273, a garantia de gratuidade nos transportes coletivos urbanos, aos portadores de perda total de acuidade visual (sic), bem como os que não possuem capacidade física e psicológica e aos acompanhantes, quando indispensável, mediante identificação prévia. Ora se os motoristas de ônibus não param para as crianças, idosos e outras pessoas beneficiadas por lei, quem vai acreditar que eles vão permitir no caso se pararem, o ingresso gratuito do acompanhante. Não ter ou emendar a Lei. É necessária que seja cumprida ou emendada a teimosia dos motoristas e cobradores de transportes coletivos.

A LEI DO BOLSO
Não adiante querer imaginar que apenas a elaboração e a aprovação de Leis, vão promover mudanças. Veja o exemplo da lei que exige o uso do cinto de segurança. A grande maioria o usa quando está dirigindo, mas não é porque aprenderam que é bom, salutar, faz bem, reduz o risco até de morte do condutor ou passageiro, não. É porque a Lei do Bolso funciona. Se flagrado é multado. E a multa pesa e tira ponto na carteira do motorista. É um absurdo, mas se todas as punições tivessem embutida a multa obrigatória, com valores altos, aí sim, funcionaria.

FIQUE CIENTE
Na ficha que coletava assinaturas para legitimar as propostas de emendas de iniciativa popular à Constituição Estadual, havia uma advertência curiosa: Ao assinar esta emenda, você está dizendo que quer: a) que a Constituição Estadual contenha um capítulo que disponha sobre a soberania do povo amapaense; b) que os Conselhos Estaduais sejam fortalecidos e seja garantida a autonomia; c)que seja garantido o exercício do orçamento participativo; d) que todos os poderes sejam obrigados a prestar contas, publicamente, do uso dos recursos públicos; e)que seja proibida a contratação de familiares e parentes em serviço público, sem concurso público e f) que seja garantido o direito à assistência religiosa confessional, evitando todo o proselitismo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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