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MODA
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INTIMIDADE
Lavínia é glamourosa, alta, magra, rosto
de Audrey Hepburn emoldurado por cabelos cacheados e louros
Entrando
no armário
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Fotos
de Fábio Seixo  |
Vestido
| Cristiane Zveiter, brinco Sandra Pinheiro
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Carolina isabel Novaes
Agência O Globo
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La vínia
Vlasak fez questão de vestir todas as suas roupinhas
da marca Cristiane Zveiter; não, ela não
se importa se está repetido ou não, gosta
de sair assim mesmo e pronto.
Adoro as roupas dela, adoro ela. A Cris tem um
estilo que é igual ao meu, ou seja, todos
explica a atriz. Sou uma boa geminiana, cada dia
acordo de um jeito. Às vezes, me sinto superbásica,
outras, esportiva. Aí visto um casaquinho Adidas.
Quando me sinto sexy ponho uma minissaia. E tem dias que
estou séria, aí invisto no terninho. Lavínia
é glamourosa, alta, magra, rosto de Audrey Hepburn
emoldurado por cabelos cacheados e louros. Pede ao maquiador
um difusor para lhes dar mais volume:
Todo mundo quer cabelo liso, mas eu não.
Conta que seu cabelo era liso até que, aos 19 anos,
ele começou a ficar estranho. Ela penteava e ele
ficava armado, todo frisado:
Aí uma amiga me deu o toque, falou para
eu parar de pentear. Pronto, foi o que fiz.
LAVÍNIA BRINCA: Economiza os fios não
penteá-los brinca. Agora, os cachos
estão voltando a ficar lisos; é hormonal
pondera. E segue contando que gosta muito de verde,
aquele verde-claro, cor de peridoto. É
seu tom preferido:
Meu quarto, quando era pequena, era dessa cor,
acho que ficou no meu subconsciente.
A atriz está na entressafra. Fez a novela Celebridade
e agora não revela nem sob tortura seu próximo
projeto, só fala que é para breve. Enquanto
não aparece na telinha, vai se exercitando, faz
aulas de dança, interpretação e canto.
Sempre nos intervalos entre um trabalho e outro
faço aulas de canto. Há anos. Mas cantar
eu não canto, sou péssima admite.
Eu insisto, quem sabe um dia eu faço bem?
Coordenação: Patricia Veiga. Produção:
Zizi Ribeiro. Beleza: Ronald Pimentel. Agradecimentos
ao Hotel Marina All Suites
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A
SEUS PÉS
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Apostando
na sensualidade, os sapatos inspirados em obras de arte
estão trazendo fantasia para os pés brasileiros.
Na esteira da melhor tradição iniciada por
André Perugia e seu escarpim com escamas e olhos
de peixe (homenagem ao pintor cubista Georges Braque), a
Swains lança a coleção Miró,
que brinca com a paleta de cores do artista catalão,
enquanto a Antonella aposta nas formas geométricas
de Mondrian e a Via Milano homenageia a irreverência
do grafiteiro Keith Haring.
Margareth Mee em bordados de canutilho
O que move os criadores a se inspirar nos artistas é
a identificação que se transforma em paixão.
A especialista italiana Paola Jacobbi cujo livro
Eu quero aquele sapato! está sendo lançado
no Brasil pela Objetiva afirma que a mulher atual
não quer só qualidade, deseja também
viajar nas solas da fantasia. É este
desejo que faz o sucesso de estilistas como Luli Bevilaqua,
que se inspirou nos desenhos da nossa flora feitos pela
artista inglesa Margareth Mee para criar sua coleção
de sandálias em forma de bromélias, orquídeas
e folhas, com bordados em canutilhos. Margareth Mee
é minha paixão - diz Luli.
Tudo é permitido quando se trata de imaginação.
Paola Jacobbi conta que Perugia, francês conquistador
que homenageou Picasso ao criar para uma estrela do Folies
Bergére um famoso e sexy par de sandálias,
dizia conversar com seus sapatos. Rogério Sabbag,
da Via Milano, não chega a tanto, mas afirma que
Keith Haring não é uma simples fonte de inspiração
para ele e sim a verdadeira alma de sua grife.
Pouco antes de criar a Via Milano, ele estava em Nova York
e ficou fascinado ao entrar numa exposição
de Haring, morto em 1990: O grafismo e as cores vibrantes
dele nunca mais saíram do meu inconsciente.
Para o designer César Coelho Gomes, da Swains, a
certeza de que criaria uma coleção Miró
surgiu há dois anos, no Beaubourg de Paris. Ele conta
que ficou parado uma hora, extasiado, diante de um tríptico
do pintor.
- Depois vi outras mostras até criar a coleção
Miró atual, baseada na serigrafia Lechelle
de levasion, de 1959, cheia de detalhes sinuosos,
símbolos estilizados, marrons, roxos, azuis e vermelhos.
Para Linda OKeeffe, autora do livro americano Shoes,
o que a mulher calça define quem ela é. Por
isso, Marlene Dietrich, apaixonada por sapatos, aconselhava
a mulher a comprar um único par poderoso em vez de
três pares medíocres. Sapatos podem ser mais
importantes que a roupa por uma razão: pés
não costumam aparentar calorias a mais e continuam
a esbanjar sensualidade mesmo quando a dona deles está
acima do peso.
Um par de sapatos deve ser perfeito como uma equação
e ajustado como uma peça de motor, segundo Perugia.
Essa mistura de conforto e estética transformou nomes
como Hermès, Gucci, Ferragamo e Blahnik em ícones
contemporâneos. Tornou-se um must dos apaixonados
por sapatos o episódio do seriado Sex &
The City, em que Carrie implora ao ladrão durante
um assalto: Pode levar a bolsa, o anel, o relógio,
mas deixa meu Manolo Blahnik! Aliás, o designer
Blahnik frisa que as mulheres adoram se transformar e os
sapatos são a metamorfose mais fácil, com
a vantagem de custar menos que jóias e vestidos.
Ou seja, não basta pesquisar cores e texturas para
criar sapatos artísticos. Na moda, como na arte,
tudo é interpretação, emoção
e releituras.
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