Hoje eu vou falar do dia de amanhã.
Sei que não vai ser só eu quem vai fazer isso, pois, afinal de contas, amanhã é o dia das mães.
Sei que não posso deixar, tendo essa oportunidade, passar o momento.
Sinto-me na obrigação de homenagear as mães amapaenses, essas grandes mulheres, responsáveis pelo povoamento e a conquista deste pedaço de chão pelos homens e pelas mulheres que, bravamente, avançam combatendo o bom combate e confiando nas suas crias, entregando-lhes fortes e em condições de consolidar as conquistas e entregando-lhes as orientações que apontam para as necessidades de daqui a pouco.
A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, com sede em Lisboa, fez um resumo que bem orienta a cada um de nós, em qualquer análise que se faça sobre a importância das mães em todos os tempos da humanidade. Nesse resumo há um esforço para aproximar: a consciência da emoção, o carinho do amor, a força da fortaleza, a mulher da mãe.
Dedicar a cada uma dessas mulheres maravilhosas o sentimento mais puro é o mínimo que podemos fazer nesse momento quando, em nome da minha própria mãe, quero alargar o leque das referências, pois cada uma dessas mulheres tem valores que ultrapassam a velocidade dos registros dos mais atentos.
É por isso que quero falar às mães, com atenção e com responsabilidade, para poder deixar para cada um de nós, a qualidade da força que essas maravilhosas mulheres usam todos os dias. Quero falar assim às mães:
Que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e àquelas mães que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem e que têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser, frágil e indefeso, que lhe foi confiado;
Mães que souberam sacrificar uma possível brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...;
Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta;
Também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício...
A todas as Mães, a todas sem exceção, um abraço e um beijo cheios de simpatia e de ternura!
E parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite!
E obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!
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