A vida pública tem me ensinado muita coisa, afinal de contas estou há 23 anos no dia a dia e a cada quatro anos, me submetendo aos concursos das eleições, cada dia mais exigente e mais limitado, mas nada que se compare com os ensinamentos que acumulo na minha vida privada, como meus amigos e com a minha família.
Um exercício de vida que a cada dia tem uma lição nova e que tenho imensa vontade de transmitir para aqueles que se colocam como adversários, em competições das quais não participo, mas que fazem questão de escalar-me como antagonista, competidor, concorrente, contendor ou rival, como êmulo em uma disputa sem motivo aparente, a não ser pelo simples sentimento beligerante ou de desestruturar o que está estruturado ou em fase de estruturação.
Tem gente que nasce com espírito beligerante, provocador, desafiador. Não sei qual a intenção dessas pessoas, principalmente quando convocam vanguardistas para protegê-los nas retaguardas onde se colocam aqueles que se acham com necessidade de proteção, ou para os quais falta confiança no que falam e naqueles para quem falam.
Entendo que o Estado do Amapá não precisa dessas disputas pela mídia e muito menos da animação de confrontos entre os órgãos do Estado. Entendo isso sim, que Estado do Amapá não pode desperdiçar a inteligência e a força de trabalho daqueles que são pagos, e muito bem pagos, para tornar a administração pública eficaz, não só na execução dos programas definidos pela Administração, mas também, aqueles que são fundamentais para o desenvolvimento e a garantia da sustentabilidade das questões de interesse da sociedade.
Não combina com os interesses do Amapá a arrogância, a elação, o orgulho a presunção e a soberba. Este comportamento prejudica o relacionamento, a descoberta de afinidades, a busca de semelhanças e, por outro lado, desperta a antipatia e a repulsa, sentimentos que prejudicam o relacionamento e não garante a intenção, qualquer que seja a ação.
Continua defendendo que, principalmente os homens públicos, aqueles que têm o compromisso de agir seguindo a orientação da sociedade, sempre em busca da paz, em um ambiente de calma, placidez, quietude, serenidade, sossego e tranquilidade, para que se construa um ambiente favorável para que, baseado do presente, se encontrem as veredas que possam levar ao futuro que todos nós queremos.
Enquanto estiver presente, entre as pessoas que estão com a obrigação de fazer o que precisa ser feito, a ambição, a cobiça, a pretensão, a cupidez e a ganância, sempre haverá espaço para aqueles que querem apenas desunir, colocar lenha na fogueira e, depois, pousar de bom moço, sem nunca ter feito nada e muito menos ter arriscado acertar.
O Estado é um só. Os agentes públicos precisam compreender que a Administração não pode ser individualizada, pois os órgãos públicos precisam de agentes desarmados para as discussões e não daqueles que precisam antes atacar, esperando que o ataque iniba a reação dos atacados.
Criar dificuldades, elaborar charadas, estabelecer enigmas e parábolas é querer correr sobre os perigosos trilhos dos problemas, que para serem infinitos precisam, apenas, serem renovados a cada dia.
Estou convencido que o orgulho, a presunção e a soberba têm prejudicado as ações e os resultados. Para justificar os erros se valem de atitudes que não combinam nem com as pessoas e nem com a Administração e, até mesmo, com aqueles que se valham da coerência como ponto de referência de suas propostas e de suas realizações.
O povo não se acostuma com o caos. Ao contrário, o povo do Amapá está sempre pensando positivamente e imaginando que as coisas podem dar certas e que podem melhorar.
A serenidade pode estar por traz de cada reflexão, tendo o entendimento como a força propulsora do bom resultado. Pensem nisso!
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