Os dirigentes do Estado do Amapá precisam prestar a atenção para a necessidade de coordenar a aplicação dos recursos que estão sendo colocados à disposição dos governantes para serem aplicados pelos diversos entes da Federação e que têm diversas origens. São recursos dos orçamentos anuais, dos empréstimos autorizados, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), das Emendas Parlamentares ao Orçamento da União e de para financiamento de projetos específicos. O Estado do Amapá padece de um Plano de Investimentos que tenha abertura para acompanhar e orientar a aplicação desse dinheiro que já tem volume significativo e que precisa ser aplicado de forma coordenada e complementar, sem, necessariamente, estar com a linguagem superada da parceria. Por aqui o termo parceria (como o termo harmonia) acabou sendo depreciados, tanto foi seu uso, como a sua malversação, até ao ponto de ser indesejado por boa parte da comunidade e negado como exemplo de administração proativa, passando a se tornar indicativo de corrupção. Mas não seria por isso que se negaria a parte boa da harmonia e da parceria com complementação de esforços e de recursos, otimizando a sua aplicação. Agora sem um plano amplo que recepcione os recursos e direcione as suas aplicações nada disso será possível. Por mais habilidoso que seja o gestor ele não tem mais condições de se valer de sua acuidade e de sua perspicácia para encontrar a forma eficaz de aplicar os recursos. Já faz tempo que os gestores se atrapalham para cuidar do dinheiro público. Também já faz tempo que a população vem perdendo a paciência com os constantes adiamentos dos encerramentos de obra ou de aquisição de equipamentos, que mais parece uma doença do que uma forma de responder aos atrasos. Ninguém consegue controlar os investimentos quando eles superam a capacidade de acompanhar do profissional habilitado. Não há milagre e, a partir desse ponto, o que se vê são desculpas que são juntadas às razões que ninguém sabe de onde vêm e muito menos para que servem. É por isso que os projetos anunciados para serem executados em menos de um ano passam dois, três ou quatro anos, ou simplesmente são abandonados e deixados sob a vista dos pacientes contribuintes que já não sabem o que fazer. Os resultados dessa desorganização ou falta de plano estão representados por projetos de obras que não saíram do chão, ou não avançaram ou demoraram tanto que ninguém sabe o custo real final da obra. Shopping Popular, Estádio Zerão, Estádio Glicerão, Canal da Mendonça Júnior, Hospital do Câncer, Estação de Passageiros do Aeroporto Internacional, BR-156, Rodovia Estadual Alceu Paulo Ramos, Canal das Pedrinhas, ruas, avenidas, praças e tantas outras obras públicas que estão esperando a boa vontade dos dirigentes que ainda acreditam no seu improviso e afirmar o que querem, sabendo que a população não acredita e que já deixou de anotar as promessas. No dia em que houver o entrelaçamento dos interesses individuais, aos interesses políticos, aos interesses administrativos, com os interesses da população, nesse dia se “descobrirá” que se está precisando de um plano estratégico amplo e que abarque os interesses de todos os contribuintes. Nem que seja por absoluta inanição técnica, haverá o momento que se declarará a necessidade desse plano integral.
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