Pista LivreJosé Arcângelo |
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Usados A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), através do seu presidente Flávio Meneghetti, tem manifestado sua preocupação com as vendas de carros usados logo depois do Governo Federal anunciar a redução do IPI para carros novos e flexibilização do crédito para financiamentos. Os estoques nas concessionárias chegam a 300 mil unidades, segundo o dirigente. Preço O grande problema do cliente que pretende trocar seu usado, dando de entrada num zero quilômetro – praticamente novo, devido às montadoras já terem lançados até modelos 2012/2013 no mercado – é o preço a ser pago no negócio. Com a baixa em até 10% no preço no zero, o “novo-usado” despencou em até 15%, sem contar com as taxas de juros menores do novo negócio e o aumento nas parcelas de financiamento. Serrote O plano do Governo Federal para segurar o emprego dos trabalhadores da indústria automobilística e aquecer a economia com a redução de IPI, por um lado, deu certo com o crescimento de 11,5% nas vendas em maio em comparação a abril deste ano. Se o comparativo for para o ano de 2011 as vendas caíram 9,7% e os licenciamentos nos primeiro meses de 2012 recuram 4,8%. Um verdadeiro serrote econômico. Solução Se o Governo e as financeiras arranjaram solução para as vendas dos zeros, as montadoras querem algum incentivo para a comercialização dos seminovos, já que, por exemplo, no Amapá, praticamente 85% dos negócios com carros novos são feitos com entradas de usados. Os outros 15%, financiamento total, vendas diretas e a vista. A flexibilização da entrada em várias parcelas e juros mais acomodados poderiam ser soluções viáveis. “Ranking” Com as vendas alcançando até maio deste ano 1,36 milhão de unidades, com dados da Fenabrave, as montadoras continuam na disputa acirrada pelo mercado com o incremento da mídia nacional. No mês passado, a Fiat ficou na frente com 59.484 unidades emplacadas e 21,67% de share (mercado), seguida pela surpreendente GM com 54.780 (19,96%), VW 54.337 (19,8%), Ford 24.269 (8,84%), Renault 17.434 (6,35%), Honda (3,93%), Nissan (3,22%), Toyota (3,02%), Hyundai (2,68%), e Peugeot (1,92%). PDV Na contramão do que foi acertado com o Governo Federal para segurar os empregos, a GM lançou o Programa de Demissão Voluntária (PDV). Seria uma tática disfarçada para incentivar as demissões, mesmo tendo excelente desempenho nas vendas. Destaque para picape S10, montada na fábrica de São José dos Campos, (SP) que está funcionando nos quatro turnos e que ainda este ano, monta a sua “irmã de luxo” SUV Blazer e a minivan Spin (5 e 7 lugares), que aposenta as decanas Meriva e Zafira, ainda este mês. Liderança Aproveitando o “vácuo” do desconto do IPI, a Honda que lançou sua nova geração no final do ano passado, conseguiu depois de um semestre ultrapassar em vendas sua mais tradicional rival, o Toyota Corolla, um projeto mais “coroa” que passou recentemente por uma pequena “facelift” (plástica). Na comparação dos dois sedãs, design e tecnologia, o Civic deixa o Corolla muito para trás. E assim pensaram os clientes no mês passado. Estratégia A Fiat manteve sua estratégia de vendas utilizando os números-conjuntos do Uno & Palio para aumentar a distância do VW Gol. Em maio o compacto da Volks vendeu 20.937 unidades (99.294/ano) enquanto o Uno emplacou 17.459 (92.868/ano) e o Palio 12.659 (60.064/ano). A diferença entre a dupla da Fiat e do Volks disparou para 53.638 unidades. Troféu de liderança a vista para a montadora italiana novamente. |
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