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Jornal do Dia - Conrad Murray é acusado em morte de Michael Jackson
ENTRETENIMENTO Enviada em 08/02/2010 às 17:40:49

Conrad Murray é acusado em morte de Michael Jackson
Promotoria indiciou médico por 'homicídio involuntário'. Ele deve se apresentar às 13h (horário de Los Angeles).

O médico Conrad Murray foi acusado formalmente de "homicídio
involuntário" (culposo) na morte de Michael Jackson, de
acordo com agências de notícias.



A acusação dos promotores diz que Murray "matou, sem malícia
e contra a lei", Michael Jackson. Se condenado, ele pode
pegar até quatro anos de prisão.



Murray, que já previa o indiciamento, deve se apresentar à corte
do aeroporto de Los Angeles às 13h locais (19h em Brasília).



Seus advogados já afirmaram que ele deve se declarar inocente das acusações.



À polícia, o cardiologista já afirmou que administrou propofol a
Michael Jackson na véspera de sua morte. O poderoso anestésico,
aliado a outros medicamentos, aparece como causa da morte do
popstar em relatórios forenses.


Médico particular



Murray havia sido contratado por Michael Jackson para cuidar de
sua saúde durante os preparativos da turnê This Is It, que
marcaria a despedida do astro dos palcos e tinha início marcado
para julho, dias após a morte do cantor.



Segundo documentos policiais divulgados pela imprensa na época
das investigações, Murray disse aos detetives que tratou o astro
de insônia por cerca de seis semanas antes de sua morte. Ele
estava dando a Jackson 50 miligramas de propofol todas as noites
por meio intravenoso.



Murray disse aos investigadores que temia que Jackson se tornasse
viciado e teria começado a tentar afastar o astro das drogas.
Ele então diminuiu a dosagem para 25 miligramas e passou a
misturar propofol com outras duas substâncias sedativas,
lorazepam e midazolam. Em 23 de junho, dois dias antes da morte
do cantor, ele deu a Michael essas duas substâncias, sem o
propofol.


Na manhã em que Jackson morreu, Murray tentou
induzi-lo ao sono sem usar propofol, de acordo com o documento.
Ele disse ter ministrado valium à 1h30 e, sem sucesso, deu a ele
uma injeção de lorazepam às 2h. Às 3h, quando Michael ainda
estava acordado, Murray ministrou uma dose de midazolam.


Ao longo das horas seguintes, Murray disse que deu
a Jackson várias drogas até que, às 10h40, ele ministrou 25
miligramas de propofol depois de Jackson ter pedido a droga repetidamente.


Sem dormir



Murray assegurou que Michael Jackson tinha pedido reiteradamente
que fosse aplicado esse anestésico. O artista então dormiu e o
médico saiu para fazer algumas ligações telefônicas, segundo
contou à polícia.


Ao voltar ao quarto, o cantor não respirava e
Murray, então, começou a praticar a reanimação cardiopulmonar
até a chegada do serviço de emergência. Michael foi levado ao
hospital da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA),
onde foi dado como morto por volta das 14h (locais) do dia 25 de junho.

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