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Sesa anuncia campanha de combate à sífilis congênita e Aids no segundo semestre Trabalho vai envolver instituições públicas e privadas e organizações sociais |
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por intermédio da Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, vai desencadear neste segundo semestre ações de prevenção focadas para a redução dos índices de casos de Aids e de sífilis congênita no Estado. “A evolução dessas doenças no Amapá exige ações mais rápidas, eficazes e mais abrangentes para combatê-las”, defende a coordenadora Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Sonja Leite da Silva Farias. Entre as ações anunciadas destaca-se a Campanha Estadual de Combate a Sífilis Congênita, doença que acomete recém-nascidos contaminados pela própria mãe. A coordenadora explica que na maioria dos casos, durante a gravidez a mãe deixou de fazer o exame VDRL, capaz de identificar pacientes mulheres com sífilis materna, doença que é transmitida pela relação sexual. “A oferta do exame VDRL é de responsabilidade da Atenção Primária, porém, a prevalência da doença é em mulheres que não tiveram acesso ao exame”. Sonja da Silva Farias antecipa que a campanha vai envolver instituições públicas e privadas, igrejas, associação de moradores, centros comunitários, escolas públicas e particulares e a população em geral. O Ministério da Saúde (MS) estabeleceu meta para a erradicação da sífilis congênita até 2015. “O Amapá também está envolvido nesta luta para ajudar a combater essa doença”. Atualmente, o índice da sífilis congênita no Amapá é três vezes maior que a média aceitável na região Norte, segundo dados da própria Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais. Sífilis A sífilis congênita é o contágio do Treponema pallidum por via transplacentária, quando a gestante infectada, não tratada, o transmite para o bebê. Transmissão essa que poderá ocorrer em qualquer fase da gestação, provocando aborto espontâneo, morte fetal, prematuridade e recém-nascidos com sintomas da doença. Sendo que a metade de todos os bebês infectados morre pouco antes ou pouco depois do parto. Os bebês que sobrevivem apresentam os sintomas da etapa inicial, como irritabilidade, incapacidade de progredir e febre. O diagnóstico precoce e o tratamento da gestante são eficazes na prevenção da doença, sendo assim, é importante que o serviço de saúde disponibilize a toda gestante uma assistência pré-natal adequada. O diagnóstico precoce no pré-natal consiste também na realização do teste VDRL e no tratamento imediato da gestante e seu parceiro, quando diagnosticada a doença, a fim de evitar que a gestante adquira uma nova infecção. O tratamento é realizado com penicilina, 30 dias antes do parto. Aids Sonja destaca que outro foco para este semestre será a Aids. “Iremos intensificar nossas campanhas educativas com o objetivo de alertar a população quanto aos riscos de contrair a doença, caso não haja prevenção”. A coordenadora explica que hoje o Estado trabalha com dois importantes projetos educativos. O primeiro é a Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), executado em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e que atende alunos da rede pública com palestras, distribuição de preservativos e instalação de dispensadores alternativos nas escolas. O segundo é o projeto Saúde e Prevenção nas Universidades (SPU), cujo público-alvo são acadêmicos. Sonja cita que no Brasil tem aumentado muito os casos de Aids envolvendo adolescentes, jovens, mulheres casadas e o grupo de HSH (Homens Homossexuais). (Agência Amapá) |
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