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Mutirão Cirúrgico devolve a autoestima às vítimas de escalpelamento |
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O mutirão que iniciou no período da tarde de sexta e seguiu até ontem (18), nos hospitais São Camilo e Alberto Lima, operou 38 vítimas de escalpelamento. A jornalista Mara Régia, da Rádio Nacional da Amazônia, fez a entrega simbólica dos cabelos arrecadados durante a campanha que está mobilizando toda a região. O mutirão é fruto da sensibilização que iniciou com a repercussão nacional das tragédias que acontecem com muitas mulheres da Amazônia. Elas comumente são vítimas de acidentes causados quando o cabelo fica preso no eixo do motor das embarcações. A tragédia atinge principalmente as mulheres por ser delas a tarefa de tirar a água do interior dos barcos e terem os cabelos longos. Elas perdem não somente o cabelo, mas também sobrancelhas e até orelhas, o que as deixa deformadas fisicamente e atingem seu emocional, com a discriminação que ainda sofrem. As mulheres escalpeladas ganharam espaço na mídia e a partir daí o Brasil conheceu a triste história das amazônidas. Por meio das secretarias de Estado da Saúde (Sesa) e da Inclusão e Mobilização Social (SIMS), foram criadas estratégias de acolhimento e contatos para que as parcerias fossem formalizadas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Associação de Mulheres Ribeirinhas Vítimas de Escalpelamento e Defensoria Pública da União se uniram ao GEA para que o mutirão se tornasse realidade. No primeiro semestre deste ano, uma equipe de 42 médicos de todo o Brasil veio para a primeira etapa do mutirão, a de avaliação, em seguida o Estado trabalhou a inclusão das pacientes em programas sociais e inserção no mercado de trabalho e agora, na última etapa, os médicos estão realizando as cirurgias em 38 mulheres que tiveram a avaliação positiva. Durante um encontro na noite desta sexta-feira, Luciano Ornelas, da SBCP, relatou os desafios e felicidade em participar do mutirão. “Quando começamos a nos envolver com a causa, sabíamos que não seria fácil, mas é um desafio que nos faz crescer. Viemos de coração aberto, dá felicidade e fazer o bem. É uma contribuição cirúrgica, científica e humanitária”, disse. “Estamos empenhados para que estas mulheres tenham não somente o aspecto físico transformado, mas também a autoestima. Agradecemos a todos que estão contribuindo para que os objetivos sejam cumpridos. Todos estão fazendo a sua parte, médicos, governo e sociedade. Após as cirurgias, o Estado vai continuar acompanhando as pacientes”, ressaltou o governador Camilo Capiberibe. |
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