| Jornal do Dia: 25 anos escrevendo a história do Amapá |
O Jornal do Dia – o Primeiro Diário do Amapá foi fundado dia 04 de fevereiro de 1987, segundo Otaciano Bento Pereira como “ato de coragem” de seus filhos Júlio Pereira (*27/09/54 +24/07/94) e José Arcangelo, recebendo o apoio decisivo de seus outros filhos e filhas. Esse esforço conjunto permitiu que se transformasse em um empreendimento de vulto. Em sua primeira fase, o Jornal do Dia era impresso em Belém (PA). Posteriormente, sua impressão passou a ser feita em oficinas próprias, em Macapá, o que possibilitou que adquirisse maior autonomia e agilidade e passasse a registrar números sempre crescentes de circulação. Atualmente, o Jornal do Dia circula de segunda a segunda nos seguintes municípios: Macapá (capital), Santana, Laranjal do Jarí, Oiapoque, Tartarugalzinho, Porto Grande e Calçoene. Fora do Estado: Belém, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, onde conta com escritórios de representação.
Júlio Pereira e Jornal do Dia: duas histórias em uma “Além de perder um cliente, você vai ganhar um concorrente”. Com essas palavras, dirigidas ao dono de um jornal semanário que existia em Macapá, no começo dos anos 80, Júlio Maria Pinto Pereira predizia o projeto pelo qual se empenharia até os últimos dias de sua vida: o jornalismo. Em 1984, Júlio e seu irmão, José Arcangelo, gerentes da Comércio Amapaense de Derivados de Petróleo Ltda. (Cadep), empresa do Grupo Bento Pereira, e revendedora dos veículos Gurgel, buscavam divulgar a marca do novo produto em mídia impressa. Com a inexistência de jornais diários no Estado, os anúncios da empresa tinham de ser veiculados no único semanário existente. Nesta época, Júlio Pereira era vereador e, por sempre ocupar postura de oposição na política macapaense, entrou em atrito com o então prefeito de Macapá. Devido a esse impasse, a Cadep não pôde anunciar mais seus veículos no jornal semanário, pois o proprietário era partidário do prefeito. A partir daí, Júlio Pereira perseguiu o sonho de criar seu próprio jornal. Sonho esse que se concretizou em 1986. Durante as eleições para a prefeitura de Macapá, Júlio Pereira lançou sua candidatura e um jornal para fincar a base oposicionista na política local: nasce a Gazeta Trabalhista. Dispondo apenas de dois rádios e uma máquina de datilografia, trazidos do Rio de Janeiro, a redação da Gazeta Trabalhista instalou-se atrás da residência de Júlio. Sem parque gráfico próprio, o jornal era impresso em Belém do Pará e distribuído apenas quando havia dinheiro disponível. Não bastassem os obstáculos enfrentados pelo jornal, Júlio Pereira ainda perdeu as eleições para prefeito. Mas nem tudo estava perdido. Duas conquistas foram atingidas, posteriormente a posse como suplente do então deputado federal Anníbal Barcelos (PDS) e experiência adquirida com a Gazeta Trabalhista, que serviria como grande utilidade no que viria pela frente. Em primeiro de janeiro de 1987, após a posse ao cargo, ocorrida em Belém, Júlio e dois amigos – os economistas Walter Pacheco e Nestlerino Valente, em conversa idealizam o Jornal do Dia. Na mesma hora, Júlio liga para seu irmão, José Arcangelo, em Macapá, e pediu para que ele alugasse uma casa com, no mínimo, quatro quartos e duas salas. A primeira sede do Jornal do Dia ficava localizada na Rua São José, esquina com a Avenida Ernestino Borges, com o consentimento do advogado Joaquim Oliveira, dono do prédio. Loucura Vencido o primeiro obstáculo, outro se colocou à frente: encontrar profissionais qualificados para dar partida ao projeto. O jornalista Édi Prado, formado no Rio de Janeiro, chegou a Macapá e foi logo contratado por Júlio Pereira. Em seguida, Joseli Dias, que já escrevia para jornais semanários, integrou a equipe. Os futuros repórteres foram encontrados nas escolas públicas, selecionados entre os alunos que possuíam melhor técnica de redação. O diagramador veio de Belém, recrutado de A Província do Pará, o Astrogildo. A colunista social foi a Heloísa Helena, esposa de Júlio, o diretor-financeiro, professor Santa Cruz Barbosa Chagas e a Chefe do Setor Comercial, Márcia Pereira Pacheco. Feito isto, estava montada a primeira equipe do Jornal do Dia. Mas ainda faltava resolver um problema fundamental, o de imprimir o jornal em Macapá. Na época, não havia gráficas na cidade, assim o mesmo deveria ser impresso em Belém. Como não havia vôos diários entre as duas capitais, a solução foi utilizar o táxi aéreo. E foi assim que a primeira edição do Jornal do Dia chegou a Macapá. A data escolhida por Júlio foi o aniversário da cidade, para que ninguém mais esquecesse: 04 de fevereiro. No primeiro editorial publicado, a expressão “É uma loucura” teve destaque. Tanto que muitas pessoas incrédulas ainda comentavam sobre o lançamento do novo empreendimento da equipe da Gazeta Trabalhista. Tudo caminhava para o sucesso. Dias após o lançamento, a Varig lançou vôos diários entre Macapá e Belém, diminuindo as despesas de transporte. Mesmo assim, a maratona para colocar o jornal nas ruas era árdua. De segunda à sexta-feira, o material para ser rodado em Belém tinha de ser entregue às cinco horas da madrugada no Aeroporto de Macapá. O jornal, já pronto, retornava às onze horas da noite e era deixado cedo nas bancas. José Arcangelo chegou a parar um avião na pista de decolagem para entregar o material que seria rodado. A correria era tão grande que, certo dia, o material do jornal foi parar em Manaus, sendo que por isso não existe o terceiro número do Jornal do Dia, ocasião que foi aproveitada para rodar a última edição da Gazeta Trabalhista. Nova Fase Sabendo da importância da publicidade em um jornal diário e mesmo na época não existindo um espírito empreendedor por parte de alguns empresários, Júlio Pereira começou a fazer publicidade dos negócios dos amigos no Jornal do Dia. Isso servia para mostrar o quanto era bom para o alavancamento das vendas. A equipe do Jornal do Dia conseguiu manter a dura empreitada por oito meses. No dia 09 de setembro de 1987 terminava a primeira fase do jornal. Uma das razões para o encerramento dos trabalhos foram as desavenças com a gráfica de Belém. Todos ficaram desanimados, mas o projeto deveria prosseguir de alguma maneira. Naqueles dias, o patriarca da família Pereira, Otaciano Bento Pereira, começou a construir uma casa na Avenida Padre Júlio, mas vendo o quanto o jornalismo entusiasmava seus filhos Júlio e José, deixou que o imóvel se transformasse na nova sede do Jornal do Dia. Para terminar logo a casa e inaugurar a nova sede do jornal, Júlio Pereira e José Arcangelo chegaram a trabalhar como pedreiros. Com a ajuda financeira dos amigos, que anunciavam no jornal e do pai, Júlio comprou uma máquina para rodar o jornal em Macapá, além de alguns computadores. No dia 15 de maio de 1988, o Jornal do Dia alcançou um novo marco histórico: além de ser o primeiro jornal diário a circular em Macapá, se tornou o primeiro jornal impresso no Estado. Hoje, prospectamos o futuro, com bases sólidas no passado, sempre com o objetivo de mantermos a liderança de melhor e maior jornal do Estado do Amapá. Nesse sentido, valorizamos através do Prêmio Nossa Gente – Troféu Júlio Pereira, pessoas, entidades e órgãos que a cada ano vêm se destacando nos vários seguimentos da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento sócio-cultural e econômico de nosso Estado. Diretor Editorial: José Arcângelo Pinto Pereira Diretora. Adm. Financeira e contábil: Maria Inerine Pinto Pereira Diretor de Assuntos Corporativos: Luiz Alberto Pinto Pereira Diretora Executiva: Lúcia Thereza Pereira Assessoria Jurídica e Tributária: Dr. Américo Diniz - OAB/AP 194 Dr. Eduardo Tavares - OAB/DF 27421 Editor Chefe: Janderson Cantanhede. Endereços: Rua Mato grosso,296 Pacoval. Numero redação: 3217-1117 Numero Comercial: 3217-1110 |






