No Amapá, parceria é firmada para garantir cirurgias em pessoas com fissura labiopalatina

Escrito por  Redação Publicado em Notícias Ler 488 vezes

 

A parceria foi firmada pela ONG que já realiza o procedimento no estado juntamente com uma empresa especializada em cirurgias labiopalatina. Mais de 180 pessoas aguardam cirurgia no Amapá.

 

Na segunda-feira (10), uma parceria entre duas ONGs, sendo uma amapaense, proporcionará cirurgias e tratamento para crianças, jovens e adultos com fissura labiopalatina no Amapá. Na ocasião, a diretora da ONG Smile Train na América do Sul, Mariane Goes, esteve em Macapá para concretizar a união. 

Desta forma, Macapá ampliará a capacidade do centro de referência para pacientes que sofrem com essa condição. Nesse programa, serão atendidos pacientes que não conseguiram tratamento no Amapá e tiveram que se deslocar para centros médicos em outros estados.

O cirurgião bucomaxilofacial Dr. Fernando Almas, diretor do Reface, e o cirurgião plástico Dr. Alexandre Lourinho estão à frente de todas as cirurgias, que são realizadas no Hospital São Camilo, localizado no bairro Santa Rita.

Além disso, o centro interdisciplinar funciona em uma faculdade particular, no Centro, disponibilizando tratamento.

 “Dr. Alexandre é um apoiador da causa da fissura labiopalatina e há mais de 20 anos realiza cirurgias reparadoras em Macapá. Nos conhecemos no ano passado e juntamos forças para ampliar o atendimento. Com a chegada da Smile Train poderemos ir além. Atualmente temos 189 pacientes aguardando a cirurgia mas sabemos que o número é maior”, informa Dr. Fernando Almas.

 A diretora da ONG Smile Train, Mariane Goes, conheceu o hospital, o centro interdisciplinar e fez uma palestra para estudantes da faculdade particular das áreas de psicologia, assistência social, nutrição, enfermagem, odontologia e médica.

“Fechar mais essa parceria é muito importante para nós. Dr. Fernando Almas e Dr. Alexandre Lourinho iniciaram este trabalho na região e ficamos felizes ao sermos convidados para iniciar uma parceria e ampliar o atendimento. Agora, mais famílias e pacientes vão conseguir atendimento gratuito e de qualidade sem precisar se deslocar para tão longe. O tratamento para fissura labiopalatina, enfim, chegou até elas”, comemora Mariane.

Fissura Labiopalatina

Dados do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho), da Universidade de São Paulo (USP) apontam que em cada 650 crianças que nascem no Brasil, uma pode apresentar a fissura labiopalatal.

Ao todo, mais de 28 hospitais no país fazem o atendimento especializado para o tratamento das fissuras. De acordo com especialistas, a fissura está entre as anomalias congênitas mais comuns entre bebês recém-nascidos.

O problema ocorre durante a gestação, especificamente no período embrionário do feto. As fissuras podem aparecer nos lábios ou se prolongar até a gengiva e se formar até a 8ª semana de gestação.

A anomalia ocorre devido a uma combinação de fatores genéticos relacionados à hereditariedade familiar, e fatores ambientais que contribuem para a formação das fissuras.

Segundo especialista, como mais cedo começar o tratamento, melhor será a recuperação.